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19/08/2017 - 9:14 AM

A automação de teste substitui o teste manual?

Há muitas coisas que os computadores fazem melhor do que seres humanos. Desde a derrota do campeão Garry Kasparov para o computador Deep Blue em 1997, por exemplo, está certo que eles jogam xadrez muito melhor do que a gente. Computadores também são imbatíveis em fazer grandes cálculos ou realizar tarefas repetitivas e automáticas que exigem muita rapidez – existem hoje computadores que jogam na Bolsa de Valores, scripts usados por cambistas para comprar ingressos assim que são postos à venda e bots para espalhar comentários políticos na internet. E na hora de testar software? Natural imaginar que os computadores tenham desempenho melhor também, certo? Daí a importância de automatizar os testes de programas de computador. Mas a automação substitui o teste feito por seres humanos? É claro que não. E vamos explicar o porquê.
Voltando ao público-alvo
Para que serve o seu software? Você pode dar várias respostas. “Para proteger dados”, “para mandar mensagens”, “para vender produtos”, “para afinar um instrumento musical”, “para criar revistas”… todas essas respostas podem ser verdadeiras, mas não chegam à raiz da questão: para QUEM serve o software? E a resposta é sempre a mesma: softwares servem para atender a pessoas. Talvez seja um público bem segmentado; talvez ajude a rodar melhor certos dispositivos ou sistemas em vez de ser um app do tipo que gente comum carrega no telefone, mas não importa: no final das contas, todo software serve para atender a pessoas, e se elas não estiverem satisfeitas o produto não tem futuro comercial ou qualquer viabilidade.
Como seres humanos serão os consumidores finais do seu software (e como programas de computador não têm renda ou necessidades), são eles que têm a palavra final sobre ele, e somente eles podem dizer se o programa funciona como deveria, é útil, é fácil de usar e assim por diante.
Para dar um exemplo do que estamos dizendo, vamos sair do mundo dos softwares e pensar no hardware. Pense na era dos smartphones: ela começou com a grande força do Blackberry, que era a solução óbvia. Laptops têm teclados completos e cheios de funções, e o natural era manter esse teclado na hora de produzir um telefone. Até que Steve Jobs lançou o iPhone e mudou tudo. Apenas uma inteligência humana pode ser criativa e fazer uma transição desse tipo: é melhor, mais fácil e mais inteligente ter uma tela grande do que um teclado fixo que, na maior parte do tempo, eu não uso. Um script ou computador pode reproduzir e testar com facilidade muitos “Blackberries”. Só uma inteligência humana pode perguntar: “não seria melhor fazer um iPhone?”.
O método Google
Testes automáticos têm muitas vantagens, e, vamos ser honestos, são a melhor ou mesmo a única forma de fazer certas tarefas. Seres humanos não são bons em fazer a mesma tarefa milhares de vezes seguidas (quanto mais em poucos minutos). Por isso, para testes de desempenho, segurança, gerenciamento de dados e assim por diante, testes automáticos são imbatíveis.
Mas para testar usabilidade, para saber se uma tela é feia ou agradável aos olhos, para entender como um programa será usado ou para saber se os consumidores conseguirão achar as funções do programa, cobaias humanas são indispensáveis. Se você ainda não acredita na gente, confira como o Google faz seus testes: “descobrimos que ter uma pessoa na jogada reduz dramaticamente o tempo gasto na engenharia de testes automatizados”. Coisa bonita é aprender com os acertos dos outros.
Você conhece uma situação na qual ter gente testando um software fez a diferença? Conte para a gente.

Fonte: http://crowdtest.me/automacao-substitui-teste-manual/

Sobre Luiz Lohn

Luiz Lohn
Mobile QA Engineer, trabalha há mais de 4 anos com qualidade e teste de software. Atualmente na SocialBase trabalha com automação e testes manuais de Aplicativos Móveis. Fundador do site QUATEST e coordenador do GUTS-SC

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